
SEGUNDA VIAGEM PARA BIZÂNCIO
Opus 2 – Loa ao ofício de construir barcos
Olhar de dentro as partículas sonoras
das vigas sob ar e aura.
Os barcos saíam a sete mares,
com sete marés pelos velames.
Soa o martelo na antiga linha
do vento que o construtor imagina.
Os barcos saíam a buscar brisas
que nenhum Deus imaginaria.
Quem lima a âncora sabe a dor do ferro.
Quem lixa o pó esquece a relva.
Brutas marteladas, os barcos se erguem
embalados pela onda futura.
Talvez porque os barcos acordem cegos,
necessitem de marujos que os velem
nas longas noites das ribeiras.
Opus 2 – Loa ao ofício de construir barcos
Olhar de dentro as partículas sonoras
das vigas sob ar e aura.
Os barcos saíam a sete mares,
com sete marés pelos velames.
Soa o martelo na antiga linha
do vento que o construtor imagina.
Os barcos saíam a buscar brisas
que nenhum Deus imaginaria.
Quem lima a âncora sabe a dor do ferro.
Quem lixa o pó esquece a relva.
Brutas marteladas, os barcos se erguem
embalados pela onda futura.
Talvez porque os barcos acordem cegos,
necessitem de marujos que os velem
nas longas noites das ribeiras.
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