segunda-feira, 30 de março de 2009

a intervalos

como se nascido do vento

o velho moinho

remói o vazio

ponho os pés ali

não no vazio

mas no tapete persa do vento

e

se flutuo

no vento persa

do tapete

não morro

antes evaporo

pra chover depois

em secas folhas de árvores

enquanto chovo

Shiva desperta

e repete pra que eu ouça:

toda palavra é um veneno

e o poema

antídoto

extraído da própria palavra

Um comentário:

Silvana disse...

No seu blog, lendo novamente: "a intervalos (...)", pensei na palavra (INTERVALOS),escrita como se suas sílabas estivessem em uma montanha-russa. Uma sílaba embaixo, outra num plano acima e assim até... que doidera!!!
abraços