Matisse (1869-1974)
A
hora em que Priscila sente o coração bater na palma de sua mão: por
suave, coração de organza a levar do ar os quebrantos e todo o fel: de
resina perfumada sua voz vinda de antes do início do mundo: voz a arder
em todos os cômodos da casa onde habita: Priscila é céu emendado a céu:
não acaba nunca sua presença amorosa que chove nas plantas, nas pedras,
nos animais.
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